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11/04/2018 – 18h04 | última atualização em 11/04/2018 – 18h14

Debate põe em xeque cobertura jornalística de conflitos políticos

Fonte: redação da Tribuna do Advogado
         Foto: Bruno Marins  |   Clique para ampliar
Clara Passi

O Centro de Documentação e Pesquisa (CDP) da OAB/RJ, em parceria com o site Tribuna da Imprensa Sindical, promoveu o debate Jornalismo de guerra para discutir sobre como os conflitos políticos na Venezuela e em países como Bolívia, Rússia, China e Cuba são abordados de forma tendenciosa pelos meios de comunicação.

O evento ocorreu na terça-feira, dia 11, às 15h, no Salão Nobre Antônio Modesto da Silveira, no 9º andar da sede, com a presença do cônsul da Venezuela Edgar Alberto González Marín e da consulesa geral adjunta Merli Vanegas; do jornalista, diretor e editor do site Tribuna da Imprensa Sindical, Daniel Mazola Fróes de Castro; do doutorando em História Social pela Unirio João Claudio Platenik Pitillo, do jornalista André Moreau e do adido comercial da Rússia.
 
Antes de começar o debate, os participantes assistiram a um trecho do documentário A Confesión de Parte, de Rafael Ortega, que critica o projeto de lei que propôs anistiar crimes cometidos por opositores do governo Nicolás Maduro durante as Guarimbas (onda de manifestações que deixaram dezenas de mortos na Venezuela). Em 2016, o Tribunal Superior daquele país rejeitou a proposta.
 
Foto: Bruno Marins|   Clique para ampliar
O diretor do CDP, Aderson Bussinger, sublinhou o papel da Ordem de promover reflexões sobre temas caros à sociedade civil, como a necessidade de democratizar os meios de comunicação, e traçou um paralelo do país governado por Nicolás Maduro com o Brasil. “A Venezuela está sob ataque e a mídia faz parte dessa beligerância. Aqui ocorre o mesmo. A grande imprensa está pautada por interesses políticos hegemônicos desde 1964, pratica a opressão em vez de comunicação. Chega até a pautar o STF. A prisão de Lula é um exemplo disso”.
 
Vanegas lembrou que nesta mesma data a Venezuela sofreu um golpe de estado em 2002, em que o então presidente Hugo Chávez foi detido ilegalmente por militares, para falar da parcialidade da mídia. “Os meios de comunicação se valem da liberdade de expressão para deturpar a realidade e criminalizar presidentes com legitimidade popular”, diz ela, citando o caso de Muammar Kadhafi da Líbia e de Sadam Hussein e a falsa premissa das armas de destruição em massa no Iraque.
 
Para Castro, no Brasil faz-se “jornalismo de guerra e, não, na guerra” e embutiu em suas falas críticas à Rede Globo e a Fox News. “Quem saiu às ruas para se manifestar em 2013 era tratado como vândalo. Na Venezuela, recebiam o doce epíteto de manifestante”.
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