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22/08/2018 – 12h56 | última atualização em 22/08/2018 – 13h52

Evento da Cevenb destaca cotas de estágio na administração pública

Fonte: redação da Tribuna do Advogado
          Foto: Lula Aparício  |   Clique para ampliar
 
Clara Passi
A Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil da OAB/RJ (Cevenb) discutiu, na manhã desta quarta-feira, dia 22, as cotas de estágio na administração pública federal. A 1ª secretária da Cevenb, Flávia Pinto Ribeiro, e a diretora de Igualdade Racial da Seccional, Ivone Caetano, conduziram os trabalhos. A palestra aconteceu no plenário Evandro Lins e Silva, na sede da entidade, e a transmissão está disponível no canal da OAB/RJ no YouTube
 
Para falar da implementação do Decreto nº 9.427, de 28 de junho deste ano, que reserva aos negros 30% das vagas oferecidas nas seleções para estágio no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, estiveram na Ordem a procuradora do Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal, Ludmila Reis Brito Lopes, e a procuradora da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), Flavine Mendes. Representantes do departamento de pessoal da Fiocruz e da Uerj, da Universidade Cândido Mendes e da Fundação Cesgranrio também participaram do debate. 
 
Foto: Lula Aparício |   Clique para ampliar“Cotas são tentativas de igualdade. Apesar de termos algumas leis, ainda estamos no campo da tentativa. Efetivamente não temos nada. Isso se deve muito por causa do critério da auto-declaração adotado no Brasil. Num país formado basicamente por negros, não temos apenas 54% de negros”, afirmou Ivone. “A pior crueldade da escravidão foi terem impedido o negro de estudar”.
 
O presidente da Cevenb, Humberto Adami garantiu que a OAB/RJ (através do setor de estágios) firmará acordos de cooperação com empresas e universidades para fazer valer o decreto.  
 
Foto: Lula Aparício |   Clique para ampliarO Hino Nacional Brasileiro, que antecede as palestras, foi tocado pelo guitarrista Nelsinho, apresentado como quilombola e estudante de Direito. Houve também espaço para Dona Waldicéia França falar sobre seu livro O desabafo de uma mãe, sobre a luta para libertar sua filha, que cumpriu pena injustamente por ter assassinado uma turista italiana no Ceará em 2014.
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