Em noite de festa, a Subseção de Nilópolis reinaugurou na última sexta-feira, dia 2, as instalações de sua sede. Completamente reformulado, o espaço passa a ter uma central de peticionamento com seis computadores e um escritório compartilhado. O auditório, a recepção e a secretaria também foram reformados. Durante a cerimônia, o presidente da OAB/RJ, Luciano Bandeira, destacou o trabalho conjunto realizado nas subseções e o avanço proporcionado pelas ações coletivas. "Cada um que se dedica à nossa instituição é parte de um todo, e é assim que vamos avançando. A Ordem é cada um dos advogados", afirmou.

Visivelmente emocionado, o presidente da OAB/Nilópolis, Celso Gonçalves, falou sobre o impacto das novas instalações na advocacia local e destacou o trabalho realizado pelos funcionários da subseção. Gonçalves entregou uma placa em homenagem ao ex-diretor do Departamento de Apoio às Subseções (DAS) da OAB/RJ Carlos André Pedrazzi, que, em sua gestão, deu o pontapé inicial nas obras.

"Logo no início da minha primeira gestão à frente da subseção levei uma série de demandas à Seccional, e entre elas estava esta reforma. As melhorias serão fundamentais para os colegas de nossa região. É importante que os advogados tenham a certeza de que faremos tudo para solucionar os problemas que surgirem", disse, sendo acompanhado pela vice-presidente da subseção, Maria de Fátima Pfaltzgraff, que classificou como "um sonho para a advocacia" a noite de sexta. "Cada detalhe foi pensado para proporcionar o melhor aos colegas".

O secretário-adjunto e atual diretor do DAS, Fábio Nogueira, observou que são momentos como a entrega de novas instalações para a advocacia que justificam a dedicação voluntária à Ordem. O momento de crise e os ataques sofridos pelo presidente do Conselho Federal, Felipe Santa Cruz, também foram lembrados. "Começamos a semana sendo ultrajados por declarações absurdas e terminamos de forma feliz em Nilópolis. Apesar de tudo, é fácil constatar que vale a pena trabalhar pela advocacia, pela democracia, por um país melhor", colocou, lembrando que a advocacia tem uma missão junto à sociedade. "Este é o nosso compromisso. Que essa onda obscurantista não vença os ideais iluministas. A função da advocacia é, também, lutar por uma sociedade mais livre, igual e fraterna".

Representando a Caarj, o presidente, Ricardo Menezes, e a vice-presidente, Marisa Gaudio, destacaram a funcionalidade dos novos espaços e a necessidade de união da advocacia. "São novas possibilidades que se abrem para a advocacia de Nilópolis", afirmou Menezes. Para Gaudio, os ataques sofridos por Felipe Santa Cruz são uma ofensa à advocacia como classe. "Quando batem no presidente da Ordem, batem em todos os advogados", pontuou. Marisa também falou sobre o trabalho realizado à frente da Diretoria de Mulheres da Seccional e defendeu que os homens sejam "parceiros de fato, não apenas apoiadores das causas".

O presidente da OAB/Nova Iguaçu, Hilário Franklin, representou os diversos presidentes de subseção presentes e foi mais um a prestar solidariedade a Felipe Santa Cruz. Franklin também elogiou a nova casa da advocacia nilopolitana e ressaltou a importância do trabalho realizado pelas subseções. "A advocacia está sob ataque e, consequentemente, a sociedade também. Que este espaço sirva como um fator de união para a advocacia de Nilópolis. Juntos podemos contruir com muito mais facilidade".

Além das comemorações, Luciano tratou de problemas enfrentados pelos colegas e convocou a advocacia para "ser parte da solução". Três pontos foram destacados por ele: a atualização e o aperfeiçoamento profissional permanente, o aprofundamento do projeto 'OAB Século 21', e a luta por uma maior celeridade processual junto ao Poder Judiciário. "Atravessamos uma crise jamais enfrentada, e a advocacia vem passando por transformações profundas. A Ordem precisa estar ao lado do advogado nesta preparação para, quando este momento passar, estarmos todos a postos", colocou.
Sobre a lentidão da Justiça, Luciano classificou como "absurda violação de prerrogativa", citando o princípio constitucional da razoável duração do processo. "Ninguém aguenta mais, os processos não andam e as conclusões são intermináveis. Por isso lançamos o projeto de celeridade processual. Já entregamos o primeiro relatório ao corregedor-geral de Justiça Bernardo Garcez. É muito importante que cada um leve ao presidente da sua subseção informações sobre serventias que não estão funcionando. Temos direito à jurisdição e temos que exigir isso", completou, salientando que o trabalho em parceria com a Corregedoria do Tribunal de Justiça já vem dando resultados.

O secretário-geral e o tesoureiro da Caarj, respectivamente Mauro Pereira e Fred Mendes, também prestigiaram a inauguração.