A Medalha Sobral Pinto, comenda da Seccional concedida a advogados e advogadas que completaram 50 anos de atuação profissional, foi outorgada a Arnaldo Blaichman nesta segunda-feira, dia 9, numa cerimônia na sede da entidade. O presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, conduziu os trabalhos. 

A transmissão está disponível no canal da OABRJ no YouTube.

Estiveram na solenidade, entre outras personalidades, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado, Eduardo Gussem, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o corregedor em exercício do TRT da 1ª Região Antônio Carlos Rodrigues, o ministro do Supremo Tribunal de Justiça Benedito Gonçalves, a desembargadora federal Vera Lúcia Lima, o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça Paulo de Tarso e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do RJ, Carlos Santos de Oliveira. 

A presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Rita Cortez, o ex-presidente do Conselho Federal da OAB Bernardo Cabral, bem como dirigentes da Ordem e da Caarj, integrantes do IAB e familiares de Blaichman também prestigiaram a ocasião. 

Filho de imigrantes poloneses humildes, Arnaldo nasceu em 1943 e perdeu a mãe cedo, contou Douglas Blaichman. Entrou na faculdade Nacional de Direito em 1967 (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). É casado, tem três filhos e três netos. 

“O advogado só é advogado quando tem coragem de se opor aos poderosos de todo gênero”, disse o homenageado. “Passado o período melancólico da ditadura militar, o tempo acrescentou novas glórias e alegrias nas batalhas travadas ao longo da minha trajetória profissional, como sentinela vigilante na defesa das instituições republicanas e constitucionais”.   

Conselheiro da Seccional, Douglas Blaichman, filho do homenageado e parceiro profissional, fez um discurso emocionado na tribuna. 

“Ama o que faz e tem enorme saber jurídico. Jamais parou de atualizar-se. Não sucumbiu ao computador, prefere escrever suas teses e defesas à mão. É perfeccionista, justo e ferrenho defensor das liberdades individuais em prol da dignidade da pessoa humana. Arnaldo, como ninguém, faz valer a expressão de que sem advogado não há Justiça e sem Justiça não há democracia”. 

“A medalha Sobral Pinto é uma homenagem à advocacia, aos profissionais que, ao longo de 50 anos de profissão, enalteceram e orgulharam a advocacia do Estado do Rio e do país”, disse Luciano. 

Cabral, que presidiu a Ordem à época do atentado a bomba que vitimou dona Lyda Monteiro, em 1980, disse que o advogado é o “cirurgião plástico do fato”, pois é “capaz de transformar um fato triste numa alegria enorme”.

Gonçalves classificou o homenageado como “responsável, competente e amigo”, que dá exemplo pelo modo como trata a jurisdição. 

Gussem afirmou que, ao longo de todos esses anos, nos “inúmeros corredores do Fórum e alterações que a Justiça vem sofrendo”, Blaichman foi “um grande colaborador, que honra a medalha”. 

Rita, que atuou como ex adversa de Blaichman classificou a advocacia dele como impecável. “É de Sobral a frase de que a advocacia não é para covardes e ele não um covarde”.