Na tarde desta terça-feira, dia 10, o Centro de Documentação e Pesquisa da OABRJ recebeu itens do acervo familiar de Lyda Monteiro, vítima da carta-bomba enviada em 27 de agosto de 1980 ao então presidente da Ordem, Eduardo Seabra Fagundes, de quem era secretária. Os objetos doados à Seccional referem-se ao episódio que eternizou d.Lyda na memória da advocacia nacional: são condecorações, moções e medalhas recebidas pela família em homenagens póstumas. O neto de d.Lyda, André Bacil Monteiro Dias, foi quem as entregou ao diretor do Centro de Documentação e Pesquisa, Aderson Bussinger. O plano é que os itens sejam expostos num museu histórico a ser criado pela Seccional ou integrados ao acervo do Conselho Federal. “Rememorar e registrar esse triste episódio que interrompeu a vida de dona Lyda Monteiro é fundamental para que a história jamais se repita. Memorizando e falando sobre o tema cumprimos também a nossa missão de sempre lembrar para que nunca mais volte a acontecer”, afirmou Bussinger. Para Dias, o repasse da memorabilia à Ordem é mais uma forma de manter vivo o legado da avó. “Essa é uma história que está na minha família desde que eu nasci, em 1987. Vivi o trauma por meio do meu pai, vi minha família ser perseguida por pessoas que não queriam que a história viesse à tona, acompanhei a prescrição do crime. Então, é muito importante para a gente poder compartilhar esse nosso legado, que se conecta com a história do Brasil".