Iniciando a programação do Encontro Nacional da Jovem Advocacia (Enja) no Rio de Janeiro, foi realizado ao longo desta quarta-feira, na sede da OABRJ, o II Colégio Nacional de Presidentes das Comissões Jovens, que reuniu representantes desse segmento da advocacia de todas as seccionais da Ordem para tratar de temas institucionais e começar a preparação dos assuntos que serão desenvolvidos mais a fundo nos próximos dois dias de evento – desta quinta, 7, a sexta-feira, dia 8, o Enja Rio (que já está com inscrições esgotadas) estará sediado no Armazém da Utopia, na Gamboa.

Anfitriões do evento, o presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, e a presidente da comissão OAB Jovem da Seccional, Amanda Magalhães, salientaram a satisfação em receber jovens advogados de todo o país para debater temas de relevância para a classe como um todo. “O encontro de hoje, preparatório aos dois dias de painéis do Enja, com certeza confirmará o sucesso que será o evento, um encontro que nos ajuda a trilhar caminhos para a advocacia”, disse Luciano.

Também representando a diretoria da Seccional, o tesoureiro da OABRJ, Marcello Oliveira, que preside a Comissão de Prerrogativas da casa, reforçou a importância dos debates do Enja em tempos de transformações para a classe: “Este é um momento especialmente difícil para a advocacia, ela passa por uma transformação radical. Me refiro com isso a um momento em que temos que nos confrontar com uma nova conjuntura no Poder Judiciário, abarrotado e menos acessível. No Rio de Janeiro, pelo menos, temos visto que há um retrocesso no acesso à Justiça. Isso tem sido explicitado através de determinadas políticas dos tribunais, como por exemplo o fato de as custas terem se tornado extremante altas e a gratuidade estar cada vez mais difícil. Uma dificuldade de acesso ao cidadão e ao advogado, que precisa compreender como lidar com esse momento”.

Ele continuou: “Além disso temos a tecnologia que vem para mudar a forma como entendemos o trâmite processual. E se há um público que precisa ser de fato criativo em relação às soluções para os problemas na Justiça é justamente a jovem advocacia, a representação da OAB jovem em cada um dos estados”.

Presidente da Comissão Nacional da Jovem Advocacia, Daniela Teixeira, afirmou que o objetivo do encontro é trilhar uma direção para os próximos anos: “O propósito do nosso trabalho é dar verdadeiramente voz aos jovens advogados. Nós não estamos aqui para uma reunião de amigos, nós já avançamos muito e ainda avançaremos mais”.

Diretor tesoureiro da OAB/BA e membro honorário vitalício do Conselho Consultivo da Jovem Advocacia (CCJA) da Seccional baiana, Hermes Hilarião completou, falando sobre as conquistas do segmento nos últimos anos: “A jovem advocacia não é mais o futuro da advocacia brasileira, é o presente. E esse colégio já mostrou o grau de maturidade e a competência que tem para debater temas de extrema relevância. Prova disso é que conseguimos reduzir a cláusula de barreira e hoje temos duas jovens advogadas compondo conselhos seccionais”.

A mesa contou ainda com a presença da secretária-geral e da secretária-adjunta do II Colégio Nacional de Presidentes das Comissões Jovens, Sarah Barros Galvão e Sarah Serruya, respectivamente.