As comissões de Direito Médico (CDMC) e Especial de Direito Sanitário e Saúde (CEDSS) realizaram, em conjunto, um evento na manhã desta quarta-feira, dia 13, para falar sobre a judicialização do canabidiol. A secretária da Comissão de Direito Médico, Elaine Lacerda, abriu o evento. 

Em seguida, a presidente da comissão sobre o tema na Subseção da Barra da Tijuca destacou que pacientes que estão em tratamento de diversas doenças crônicas e neurodegenerativas têm levado a prescrição do canabidiol para a Justiça. "São pessoas que não estão sendo satisfatoriamente tratadas com outros medicamentos já prescritos, sendo que os pacientes têm tido resultados satisfatórios no tratamento com o canabidiol", disse, lembrando que em 2015, quando a Anvisa tirou o canabidiol da lista de substâncias proibidas muitos pacientes conseguiram começar o tratamento. 

A médica Janaína Barboza trouxe um pouco do que se espera do futuro da medidicina canabidioide. Ela explicou que a planta cannabis entrou em seu escopo terapêutico como mais uma das plantas que ela já prescreve. "Mas, quando estudei, percebi que ela não é apenas uma planta. É 'a' planta", disse. "Nós estamos privados de usar terapeuticamente essa molécula há aproximadamente três gerações. Em compensação, a gente aceitou como verdade que fluoxetina, por exemplo, é segura. Sendo que foi criada há cerca de quarenta anos", questionou. Ela destrinchou os diversos usos do canabidiol para fins medicinais, que passam tanto por doenças do sistema nervoso, como também do sistema ósseo e também ajuda a controlar a alimentação.

Também participaram do debate o defensor público do Rio de Janeiro José Sarmento, o psiquiatra Nelson Goldenstein, os advogados especialistas em Direito Médico Angelo Fontes e Danielela Minchetti.