A Diretoria da Pessoa com Deficiência da Seccional realizou, nesta quarta-feira, dia 4, no Salão Nobre Antônio Modesto da Silveira, o evento “Inspira Ação – Transformação e protagonismo”, em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência. O evento foi dedicado à conscientização sobre o capacitismo e ao debate sobre as formas de combatê-lo na sociedade em que vivemos. O grande motivador foi o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado na terça-feira, dia 3 de dezembro. Você pode assistir ao evento, na íntegra, pelo canal do YouTube da Seccional. Na mesa de abertura, estiveram o diretor da Pessoa com Deficiência da OABRJ e superintendente da Subsecretaria de Políticas Inclusivas, Geraldo Nogueira, e a subsecretária especializada da Pessoa com Deficiência da Seccional, Flávia Cortinovis. Em sua fala de abertura, o diretor do grupo da Seccional enfatizou a importância do trabalho conjunto entre as organizações, a sociedade civil e o governo a fim de criar mais acessibilidade, combatendo o capacitismo. “As pessoas com deficiência não lutam somente por benefícios, mas para ter as mesmas oportunidades que todas as outras pessoas. O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência tem também esse propósito, mostrar a importância da inclusão social e das oportunidades e promoção da igualdade”, destacou Nogueira. O evento está sendo realizado durante a manhã e parte da tarde desta quarta-feira para dar conta do leque amplo de temas que dão conta da cidadania daqueles que vivem com alguma deficiência. Um ponto muito abordado foram as formas de se transformar o olhar desses indivíduos sobre suas próprias vidas. O desenvolvimento de habilidades sociais, a integração à vida comunitária, a autonomia, a sexualidade, a realização pessoal, o respeito e os desafios impostos pelo ambiente profissional também entraram em pauta. De acordo com Cortinovis, o capacitismo se manifesta mais fortemente dentro de casa, dentro do primeiro laboratório da vida. Portanto, o combate a esse preconceito precisa começar dentro de cada lar que tem uma pessoa com deficiência para que esses ambientes sejam lugares acolhedores e livres de recriminações. “Se a primeira experiência que essa criança tem na vida é rica em ‘nãos’, a gente não pode esperar protagonismo e transformação na vida adulta. Essa transformação é um uma construção. O nosso objetivo é debater esse processo construtivo na vida das pessoas com deficiência, desde a infância até a vida adulta e a fase profissional”, destacou a subsecretária especializada da Pessoa com Deficiência da OABRJ.