Estado abre caminho para pedidos de indenização por falta de gás

 

 

Do jornal Extra

 

30/11/2007 - Em meio ao jogo de empurra entre a Petrobras, a CEG e a CEG-Rio sobre a responsabilidade do apagão em outrubro passado e a manutenção do fornecimento diário de 7,5 milhões de metros cúbicos de gás natural no estado, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) abriu o caminho para facilitar que empresas e consumidores prejudicados pelo desabastecimento - ou que vierem a ser atingidos daqui para frente recorram à Justiça. Anteontem, o procurador do estado Flávio Willeman entrou com uma ação civil pública na 13ª Vara de Fazenda do Rio contra as três empresas para garantir o fornecimento de gás a postos de combustíveis, presidências, indústrias e hospitais. Em caso de descumprimento do pedido, a ação prevê indenização por danos morais e materiais.

 

Ontem, durante audiência pública na Alerj, a diretora da Petrobras Maria das Graças Foster disse que duas térmicas fluminenses receberão, a partir de janeiro, mais 5 milhões de metros cúbicos de gás da Bacia do Espírito Santos, mas só garantiu o volume contratado com a CEG, de 6,2 milhões de metros cúbicos.

 

"Só vamos manter o volume adicional (de 1,3 milhão de metros cúbicos), se a CEG revir os contratos", disse.

 

 

Presidente da CEG admite falta de gás

 

 

"Se o volume excedente de gás de 1,3 milhão de metros cúbicos fornecidos à CEG for novamente cortado, como já aconteceu no último dia 30 de outubro, os motoristas de carro a GNV correm o risco de terem que encarar postos fechados novamente". A afirmação foi feita ontem pelo presidente da CEG, Bruno Armbrust, ao responder à afirmação da diretora da Petrobras, Maria das Graças Foster, de, que só fornecerá gás excedente se houver revisão de contratos.

 

"Estamos negociando os contratos. Mas, entendemos que os 7,5 milhões de metros cúbicos que recebemos já são regulares", adiantou.

 

Armbrust retrucou ai.nda as críticas de que, em outubro, teria (ido alertado pela Petrobras para que negociasse com grandes empresas a redução do gás, como foi feito em São Paulo. "No Rio, as características são distintas", disse.