Para a Justiça do Trabalho, outubro pode ser considerado um mês negro. Foram canceladas 2.200 audiências, seguno o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, por causa do apagão digital que paralisou o Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho. Semana Passada, houve protestos de advogados no Rio e Santa Cruz entregou abaixo assinado com 22 mil assinaturas no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 
Qual a razão das falhas no sistema?
 
O histórico do ano é negro. Foram 71 dias de paralisação por problema no sistema. O Rio é laboratório. Há 150 mil processos digitais. Em São Paulo são 60 mil na fase de execução.
 
Quais pedidos foram feitos ao TST?
 
Queremos que o processo em papel seja usado como alternativa. O TST designou um juiz interventor para o Rio. Daqui a dez dias, poderemos apresentar a petição em PDF. É uma vitória.
 
Com as paralisações constantes, qual o tempo médio de um processo na 1º instância?
 
Vou falar de média. O tempo estimado era de uns 283 dias, que subiu para 390. Sem a primeira audiência não possibilidade de conciliação, por exemplo. E muitas vezes, o trabalhador, com dificuldades financeiras, vai ao fórum, mas não tem audiência porque o sistema está fora do ar. Então, a nova é marcada para o ano que vem.
 
Para variar, sofre quem mais precisa.
 
Essa situação é dramática para o trabalhador e boa para as empresas.