Mozart Valadares assume a presidência da AMB

 

 

Do Jornal do Commercio

 

14/12/2007 - "A democratização interna do Judiciário, a revisão do sistema remuneratório da magistratura, a forma de acesso aos tribunais superiores e o combate à morosidade judicial serão temas que estarão constantemente na pauta da nova diretoria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)", afirmou o juiz pernambucano Mozart Valadares Pires ao ser empossado na presidência da entidade, na quarta-feira, durante solenidade realizada em Brasília. Eleito com 82,65% dos votos, em 9 de novembro, Valadares vai comandar a AMB até 2010.

 

"Essas e outras questões precisam ser enfrentadas por todos os magistrados. Somente assim teremos o Judiciário que a sociedade merece e que todos nós almejamos: confiável, eficiente, eficaz, ágil, transparente e, principalmente, sensível às transformações e aos anseios sociais", afirmou.

 

O magistrado destacou também as conquistas da AMB nos últimos anos, e a mudança na pauta da entidade. "A preocupação quase que restrita em propiciar lazer e reivindicar melhorias salariais em favor dos seus filiados deixou de figurar como a principal prioridade das associações. A participação ativa nas discussões dos grandes temas nacionais e o compromisso com um país menos desigual e corrupto fez com que os líderes classistas abandonassem uma pauta antes restrita, quase que exclusivamente, à defesa dos interesses pessoais e das práticas corporativas e passassem a atuar em sintonia com os anseios da sociedade", disse.

 

Natural de Tabira (PE), Mozart Valadares Pires sucede, na presidência da AMB, o colega catarinense Rodrigo Collaço. "Deixas a presidência da AMB sem mágoas nem ressentimentos, e certamente o fazes com a tranqüilidade inerente a quem cumpriu sua missão, com um conjunto admirável de realizações nos mais diversos setores, todas de conhecimento daqueles que acompanham a política associativa. A AMB, sob o comando de tuas mãos honradas e da diretoria que te acompanhou, tornou-se maior, mais respeitada, mais ouvida e, sobretudo, mais exitosa na construção de um Poder Judiciário mais independente, e de uma magistratura sempre altiva e consciente de sua relevante missão histórica", disse Valadares, sobre o antecessor.

 

 

Contribuição

 

Rodrigo Collaço, que presidiu a AMB de 2005 a 2007, disse que Mozart soube montar uma brilhante diretoria, que, seguramente, levará o nome da AMB cada vez mais alto e contribuirá muito para o Poder Judiciário brasileiro.

 

Participaram da mesa de abertura, além de Valadares e Collaço, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski; o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Peçanha Martins; o advogado-geral da União, Antônio José Dias Toffoli; a conselheira do CNJ Andréa Pachá; o deputado federal Maurício Rands (PT-PE); o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Walter Nunes; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco, Jayme Asfora; e Roger Lorenzoni, representante do Ministério da Justiça.

 

"Minha expectativa em relação à nova diretoria, não só como ministro do Supremo, mas como associado da AMB, é muito positiva. Acho o Mozart um juiz muito preparado, tem grande vivência associativa e, intelectualmente, também tem grande preparo. Pelo discurso dele percebemos que sua luta passou a fase meramente corporativa e agora vai trabalhar no âmbito institucional", disse o ministro Lewandowski, que já foi vice-presidente da AMB.

 

Para a conselheira Andréa Pachá, o bom relacionamento do CNJ com a Associação deve ser mantido na nova gestão. Segundo afirmou, a entidade alcançou grande visibilidade nacional nos últimos anos.

 

O ministro do STJ Paulo Gallotti, ex-presidente da AMB, aposta que a entidade será bem dirigida no próximo triênio.