OAB-Niterói discute Segurança Pública

 

 

Do Jornal O Fluminense

 

20/12/2007 - A fim de estreitar o canal de comunicação entre a comunidade e as autoridades da cidade, a 16ª subsecional da Ordem dos Advogados do Brasil promoveu ontem um seminário sobre segurança pública no auditório da entidade, no Centro de Niterói. Entre os convidados, o estudante Ferruccio Silvestro, de 19 anos, comoveu a todos ao narrar o drama pelo qual passou no dia 30, em São Domingos, quando foi espancado por três jovens. Ferruccio aproveitou para pedir agilidade nas investigações do caso.

 

Silvestro, que é homossexual, desde a agressão passou a representar o símbolo da luta contra a homofobia em Niterói. O estudante afirmou que acredita que os culpados vão ficar impunes e lamentou a demora na prisão dos responsáveis pelo ataque. Munido de faixas que pediam a aprovação do projeto de lei 122/06 que criminaliza a homofobia, Ferruccio estava acompanhado da mãe, Tereza Albano, de 52 anos, e da presidente da Reunião de Pais, Amigos e Irmãos de Homossexuais (Repair), Lucilene Moraes, de 52.

 

"Fui agredido por três pessoas preconceituosas e estou aqui não para representar os homossexuais, mas sim toda sociedade. O que aconteceu comigo pode tornar a se repetir com qualquer pessoa. E estou muito triste com a possibilidade de os culpados ficarem impunes", lamentou.

 

Ferruccio questionou a demora para a prisão dos suspeitos. Segundo ele, os acusados já foram identificados através dos retratos falados, mas nada foi feito até o momento.

 

Na banca formada por autoridades, delegados das 77ª DP (Icaraí), 78ª DP (Fonseca), 79ª DP (Jurujuba) e 81ª' DP(Itaipu),estavam presentes, além do coordenador da Policia Civil de Niterói, Juarez Kanauer, o secretário de Segurança Pública de Niterói, Hélio Luiz, e o comandante do 12ª BPM, Ricardo Pacheco.