Com a presença de mais de 50 advogados, a OAB/Maricá promoveu, no último sábado, dia 2, um ato contra o aumento da violência no município. O presidente da subseção, Eduardo Carlos de Souza, informou que um manifesto com reivindicações e pontos levantados durante o evento será redigido e enviado a autoridades. "Fizemos este movimento em busca de respostas. Respostas para os crimes ocorridos na cidade, resposta para a crescente violência e falta de estrutura voltada à segurança da população", criticou.

Em meio a manifestantes vestidos de branco, diversas cruzes espalhadas no entorno da subseção, próximo à Lagoa de Araçatiba, representavam as vítimas da violência. Ao falar sobre a gravidade da situação em Maricá, Souza lembrou os assassinatos dos jornalistas Romário Barros e Robson Giorno, cometidos em junho, e do advogado Tiago André Marins, morto a tiros dentro de casa, em agosto, junto com seu pai, o vereador Ismael Breve. "Em conversas com o delegado da Polícia Civil fomos informados de que falta pessoal. O batalhão da Polícia Militar também vem atuando além de suas forças. Temos um território muito grande, a cidade está crescendo, precisamos sensibilizar o governador e os secretários municipal e estadual de segurança", afirmou o presidente da subseção, frisando que "em extensão, Maricá sozinha comportaria Niterói e São Gonçalo, que são cidades muito maiores".

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Maricá, Jorge Paes, afirmou que pretende fazer outros eventos similares com o intuito de estimular a participação da sociedade civil. Souza citou a participação no ato de João Luiz Silva, representante da ONG Rio de Paz, como um primeiro passo na busca por uma atuação conjunta com outras entidades. "Vamos nos unir a outros movimentos por uma Maricá melhor para todos", acrescentou.

A presidente da Comissão OAB Mulher da subseção, Kelly Neri, também participou do ato.