O presidente da Seccional, Luciano Bandeira, instalou, nesta quarta-feira, dia 2, o Conselho Consultivo da OABRJ, um fórum permanente ao qual competirá opinar e pronunciar-se sobre as questões relevantes para a atuação, intervenções e demais atos da entidade. O grupo será formado por seis expoentes da advocacia, todos com mais de 40 anos de atividade profissional. Os cinco que já foram nomeados participaram da reunião inaugural: Lousada Câmara, Sérgio Fisher, Ricardo Lira, Henrique Maués e Humberto Jansen. 

As conclusões do conselho valerão apenas como reserva consultiva da Presidência da OABRJ em suas manifestações públicas, privadas ou interna corporis, sem vinculação de posicionamento ou manifestação que vier a ser adotada pela Presidência.

Idealizadores da iniciativa, o diretor de Comunicação e presidente da Comissão de Relações Institucionais da OABRJ, Marcus Vinícius Cordeiro, e o assessor especial da Presidência, Carlos André Pedrazzi, serão responsáveis pela organização dos trabalhos do grupo, que se encontrará mensalmente, mas poderá ser convocado de forma extraordinária de acordo com os acontecimentos. 

O procurador-geral da Seccional, Alfredo Hilário, e o presidente da Caarj, Ricardo Menezes, também participaram do encontro. 

"Faltava uma comissão de advogados que não fossem conselheiros seccionais e estivessem, portanto, ausentes das questões do dia a dia, que pudessem pensar a Ordem, o estado, o país e a advocacia", afirmou Luciano.

"A ideia é construir, a partir das propostas, as políticas da Ordem em relação ao aperfeiçoamento do Poder Judiciário, à defesa da democracia, que está tão fragilizada; e à segurança pública do estado do Rio de Janeiro, onde vivemos um genocídio da população negra de 16 a 25 anos de idade, por exemplo".

O presidente citou ainda a premência de se debater os efeitos da reforma da previdência; a tributária, que redefinirá o pacto federativo do país; e a administrativa que ocorrerá de forma simultânea às primeiras e que aprofundará o movimento de privatização das estatais. "Assim como faz o IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), vamos apresentar indicações e remetê-las ao poder público".

Para Cordeiro, a iniciativa respondeu à necessidade de conceder aos detentores de experiência profissional um fórum no qual pudessem se manifestar de forma orgânica. Pedrazzi classificou a criação do grupo como um ato de democratização do mandato, que propiciará à diretoria contribuições para o momento difícil que a advocacia vem enfrentando.