OAB/RJ informa Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República sobre denúncia de execução na Coréia

 

 

 Da Assessoria de Imprensa da OAB/RJ

 

11/04/2008 - A Comissão Especial de Direitos Humanos da Presidência da República será informada e receberá cópias de todos os documentos sobre a denúncia de execução do motorista Clécio Amaral de Souza, dia 3 último, em operação da Polícia Civil na favela Vila Aliança, no Complexo da Coréia.

 

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, Margarida Pressburger, disse que, além do secretário especial da SEDH, Paulo de Tarso Vannuchi, comunicará a denúncia ao Ministério Público estadual e à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. Nesta sexta, dia 11, Margarida Pressburger enviou ofício ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e aos delegados responsáveis pela operação realizada no dia 3.

 

No ofício encaminhado ao secretário Beltrame, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ solicita informações "sobre as providências que serão adotadas para a elucidação do caso". Nos ofícios dirigidos às cinco delegacias especializadas que participaram da incursão policial, Margarida Pressburger pede cópias dos boletins de ocorrência e informações sobre o andamento das investigações.

 

Nesta sexta, parentes do motorista reafirmaram à Ordem que Clécio foi sumariamente executado por um policial, sem qualquer chance de defesa, na presença de um idoso e de uma criança, dentro da casa onde se abrigara, com receio de balas perdidas. Ele tinha documentos, mas não teve a chance de mostrá-los, segundo moradores, que disseram estar dispostos a testemunhar que não havia arma alguma com Clécio, conforme teria dito à imprensa o delegado Carlos Oliveira, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos.

 

A Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ está prestando assistência jurídica à família de Clécio, que deixou dois filhos pequenos. A van que ele dirigia foi comprada pelo padrasto, que deu a casa como garantia para pagar as prestações. "A OAB vai amparar a mãe e os filhos de Clécio, e quer que o estado se responsabilize por mais esta morte brutal", afirmou Margarida Pressburger.