É com pesar que a OABRJ informa o falecimento de Candido de Oliveira Bisneto,  carinhosamente tratado pelos amigos por Candinho, e decreta luto oficial de três dias. O advogado  morreu nesta sexta-feira, dia 21, aos 82 anos, de parada cardíaca, em Petrópolis. O velório será no sábado, 22, de meio-dia às 15h, no Memorial do Carmo, Zona Norte do Rio.

Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, em  1960, ele foi presidente da Seccional no biênio 1989/1990. Foi também vice-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros entre 2014 e 2016 e membro da Associação Interamericana de Advogados. Além de ter construído uma carreira sólida na advocacia, com atuação prioritária no Direito processual civil, Oliveira Bisneto exerceu a magistratura no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro no biênio 1986/1988. 

Em 2016, foi agraciado com a Medalha Montezuma, outorgada pelo IAB aos membros que tenham prestado relevantes serviços ao instituto.

“Um grande advogado que representava uma longa tradição da advocacia brasileira e fluminense. Ex-presidente da Ordem, doou muito do seu tempo em prol do engrandecimento da advocacia”, diz o presidente da Seccional, Luciano Bandeira.

Oliveira Bisneto deixa a esposa, Teresa Helena Ernanny , e dois filhos: Rodrigo Lins e Silva Cândido de Oliveira e Patrícia Lins e Silva Candido de Oliveira.

Para o advogado Leonardo Moreira Lima, Candido era uma pessoa rara, extraordinária e um profissional de primeira grandeza. "Aprendi muito nesses 25 anos em que trabalhamos juntos, convivendo quase que diariamente, antes da sua doença. Sempre muito discreto e sereno, era fonte inesgotável de sabedoria e inspiração para todos nós no escritório. Nos ensinou a agir com firmeza e dedicação na defesa dos nossos clientes, mas sempre mantendo respeito por todos. Era admirado e muito querido. Fará muita falta, mas o seu legado estará sempre vivo na nossa atuação".