Foi oficialmente lançada neste domingo, dia 30, a campanha “Aliança Esportiva pela Vida das Mulheres e Crianças”, em evento realizado no Cristo Redentor, principal cartão postal da cidade do Rio de Janeiro, que, ao final do dia, foi iluminado na cor rosa em homenagem à iniciativa. O projeto tem como objetivo enfrentar a violência contra mulheres e proteger crianças e jovens no ambiente esportivo. Liderada pelo Consórcio Cristo Sustentável Brasil, busca transformar o esporte em uma ferramenta de transformação social, promovendo equidade de gênero, inclusão e defesa de direitos. Para isso, conta com o apoio da OABRJ, do Comitê Olímpico Brasileiro, da organização Black Sisters in Law e da Secretaria do Esporte do Rio de Janeiro. Patrocinado pela Avon e pelo Instituto Natura, o evento de lançamento reuniu autoridades e representantes de entidades da sociedade civil em um debate sobre o tema. A OABRJ teve destaque na solenidade, representada pela presidente da Comissão OABRJ Jovem, Lívia Madeira, que ressaltou a importância da campanha e o compromisso da entidade com a pauta. “A OABRJ acredita no poder do esporte como ferramenta de educação, inclusão e transformação social, especialmente no enfrentamento da violência de gênero. O esporte, quando impulsiona a visibilidade de atletas mulheres, quando inclui meninas em espaços historicamente masculinos, quando promove respeito e equidade, se torna um instrumento de resistência e de libertação”. “Unir o esporte, a pauta da violência de gênero e a jovem advocacia pode parecer um desafio, mas para mim é uma convergência. Porque o que nos une é justamente a urgência de ocupar espaços e reescrever narrativas. Uma sociedade mais justa e segura para mulheres e crianças não será construída sem o engajamento ativo da juventude, seja nos campos, nos tribunais ou nas ruas”, acrescentou Madeira. Cenário alarmante Inspirada em iniciativas internacionais, como a mobilização feita para a Eurocopa Feminina de 2025, a Aliança pretende desenvolver ações estratégicas alinhadas aos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos, incluindo a Copa do Mundo Feminina. Entre as medidas previstas estão campanhas de conscientização, seminários, pesquisas e diretrizes para que o esporte atue como um vetor de redução da violência e apoio às vítimas. A ideia é mobilizar entidades esportivas, governamentais e da sociedade civil para criar um movimento nacional de enfrentamento à violência de gênero no esporte. A campanha surge em um cenário alarmante. Segundo dados da pesquisa “Violência contra Mulheres e o Futebol”, realizada pelo Instituto Avon e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as ameaças contra mulheres aumentam 23,7% em dias de jogos de futebol dos clubes locais, evidenciando a relação entre eventos esportivos e o aumento da violência doméstica.