Importante etapa do programa de auxílio oferecido pela Diretoria de Inclusão Digital e Inovação da OABRJ ao uso do Cisco Webex - designado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como plataforma padrão para a realização de audiências e sessões em meio virtual – as reuniões guiadas de ambientação no aplicativo têm ajudado os colegas com as mais diversas dificuldades.

A ação foi iniciada na última semana, quando a diretoria lançou um canal direto com os colegas que necessitam de amparo da Ordem para o uso desta plataforma: o endereço de email [email protected]. 

Como primeira resposta, o colega recebe diretamente da diretora de Inclusão Digital e Inovação da Seccional, Maria Luciana de Souza, três vídeos tutoriais desenvolvidos pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) que explicam sobre a instalação e o uso da ferramenta. O inscrito também recebe, neste primeiro email, um manual formulado pela diretora explicando o passo a passo para a instalação e é inscrito na próxima turma da reunião de ambientação. 

“A cada 50 colegas, em média, nós fechamos uma turma. Porém, acabam participando de cada uma delas uma média de 20, 30, pois uma grande parte, só com aquelas primeiras orientações passadas pelo email, já entendem e não necessitam mais dessa etapa do auxílio”, explica Maria Luciana, dizendo que o número de turmas por semana tem dependido da demanda.

O contrário também acontece, conta Maria Luciana. Há advogados que participam mas, por alguma questão específica, pedem para rever, e são incluídos em uma nova turma. “Tivemos uma colega, por exemplo, que não conseguia instalar o aplicativo do Cisco Webex no seu computador, só no celular. Em sua primeira aula ela relatou o problema, a auxiliei encaminhando seu caso para o TI da OABRJ e ela agora, com a ferramenta já no seu computador, quis refazer a ambientação com tudo certinho”. 

As aulas de Maria Luciana têm o amparo como elemento fundamental. Já na apresentação, ela pontua que o foco é apresentar as questões com as quais advogados podem se deparar ao entrar em uma videoconferência e criar um ambiente seguro para que o trabalho dos colegas seja exercido. Cada dificuldade pessoal é vislumbrada e os participantes que não tiverem suas dúvidas completamente sanadas na ocasião conversam com a diretora para que seus casos sejam tratados individualmente. 

Na turma da tarde desta quinta-feira um desses colegas foi o Alexandre Braga que, sendo deficiente visual, expôs as dificuldades particulares que quem quer continuar a trabalhar encontra em um sistema não totalmente acessível.  

“O que o Alexandre nos relatou são questões que o impossibilitam de participar em pé de igualdade com outro colega. E me sensibilizou o quão aguerrido ele é, trouxe uma questão prática: precisa da ajuda da Ordem para sensibilizar os programadores quanto a essa falta de acessibilidade”, relata Maria Luciana. 

Além de explicações e dicas sobre o próprio aplicativo, Luciana passa nas aulas outras orientações que podem ajudar os colegas na prática das audiências e sessões, como qual é o enquadramento ideal, quais são as vestimentas adequadas, que é importante o uso de email e username profissionais e como é preferível usar a câmera e microfone. 

Ela também esclarece a informação errada de que a plataforma seria paga para fins de realização de atos judiciais: "O Cisco Webex até poderá ter uma licença para uso comprada, sim, mas para uso pessoal. Quem utilizar o aplicativo para atos judiciais não pagará nada, pois estará sob o convênio firmado entre a empresa e o Conselho Federal de Justiça (CNJ)".

Após a reunião, os colegas recebem a apresentação feita na dinâmica e ainda mantém um contato aberto para qualquer demanda. 

A função da diretoria de inclusão é, de fato, incluir, engajar as pessoas. E para incluir nós procuramos ser o mais abertos possíveis, nos comunicar de forma simples com os colegas, que já estão lidando com tantas novidades, precisamos encorajar os profissionais neste momento. Quem procura a OABRJ, definitivamente, está sendo cuidado”, frisa Maria Luciana.