Raro caso de unanimidade de crítica e público, “Parasita” foi o nome do Oscar 2020. O longa-metragem sul-coreano levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor para Bong Joon-ho, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Montagem. A lavada foi histórica: “Parasita” foi a primeira produção não falada em língua inglesa agraciada com a estatueta de Melhor Filme. 

A trilha que levou à consagração no Oscar foi pavimentada pela Palma de Ouro em Cannes e pela estatueta de Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, só para citar as vitórias mais importantes. São 202 prêmios e 183 indicações mundo afora. Assim, este azarão que ganhou tração com o boca a boca acabou se tornando mais um fenômeno cultural daquele pedaço da Ásia ao lado, assim como o K-Pop.

A história de uma família pobre, os Kims, que consegue se infiltrar na mansão dos Parks é mostrada por um roteiro cheio de reviravoltas que mistura drama e comédia. "Parasita" trata de desigualdade social e luta de classes, evidenciando as tensões do capitalismo tardio da Coreia do Sul. Mas, como toda obra de arte que se eterniza, consegue se comunicar com a humanidade que nos iguala e que ignora fronteiras. Não é difícil achar ecos do que o filme mostra no noticiário brasileiro.

Se a rotina profissional na advocacia tem te deixado sem assunto na roda dos amigos cinéfilos, o desconto de 50% garantido a advogados e estagiários pela parceria da Caarj com o Cine Odeon, na Cinelândia ( Praça Floriano, 7, Centro), pertinho dos fóruns e do metrô, torna o programa ainda mais atraente. Basta apresentar a carteira da OABRJ na bilheteria.

Tem sessão legendada às 19h20, na sexta, dia 14, e na quarta, dia 19.  

Preços: 

3ª, 4ª e 5ª - R$ 31,00 (inteira) e R$ 15,50 (meia)
6ª, sábado, domingo e feriado - R$ 25,00 (inteira) e R$ 12,50 (meia).