A Comissão Especial de Atendimento à Pessoa Idosa da OABRJ promoveu, nesta quarta-feira, dia 18, o último evento do grupo nesta gestão da Seccional. O tema escolhido para encerrar as atividades deste triênio foi a criação pelo Governo do Estado dos projetos "Patrulha 60+", que visa à ampliação da rede de atendimento e proteção à terceira idade com serviços disponíveis 24 horas, sete dias por semana. Trata-se da primeira unidade da Polícia Militar especializada no atendimento a pessoas idosas em situação de violência. O serviço está disponível desde outubro e cobre, inicialmente, as áreas de Copacabana, Leme e Icaraí, em Niterói, regiões conhecidas pela grande concentração de idosos. A iniciativa ganhou a parceria da OABRJ, da ABA [Associação dos Advogados Brasileiros] e de outras instituições da sociedade civil. Assista ao evento completo no canal da Seccional no YouTube. “O projeto Patrulha 60+ é essencial para a população idosa, e fico feliz de poder trazer esse assunto para a Ordem. Tratar de pautas centradas nas pessoas idosas sempre é difícil. Agradeço ao presidente Luciano Bandeira por ceder espaço para abordar esse tema para a advocacia”, declarou a presidente da comissão, Fatima Henriette. Compuseram a mesa a vice-presidente da Comissão Especial de Atendimento à Pessoa Idosa da OABRJ, Cinthia Polliane, a integrante do grupo Rose Ferreira e o coordenador da "Patrulha 60+", o major da Polícia Militar do Rio Fabio Iecin. “O Rio de Janeiro é o terceiro estado com o maior número de pessoas idosas no país, então, é importante que todos os segmentos tenham compromisso com a segurança, o bem-estar e a autonomia da população idosa. Tenho certeza de que o projeto "Patrulha 60+", pioneiro no Brasil, servirá de exemplo para corporações militares do restante do país para que se propague o respeito que as pessoas idosas merecem”, comentou Ferreira. Segundo o major da PM, os agentes policiais fazem visitas à pessoa idosa, num atendimento de mais proximidade. “Por anos, atuei na 19ª DP de Copacabana e fiz um levantamento que indicou que 25%, ou seja, um quarto das ocorrências criminais envolviam pessoas idosas. Falando em segurança pública, esse índice é bastante elevado. Esse número demonstra que os crimes cometidos contra idosos deixaram de ser algo aleatório e tornaram-se um padrão”, explicou Iecin. “Nosso propósito é quebrar o paradigma de que a pessoa idosa é incapaz e não consegue realizar suas atividades, portanto, a missão dos policiais que trabalham no projeto é agir com proximidade, atender com humanidade e empatia com o idoso”.