Chegou a vez de o presidente da Caarj, Ricardo Menezes, participar da campanha “Vacina é direito”, iniciativa da entidade em parceria com a OABRJ (por meio do Observatório da Covid-19) para estimular os advogados e advogadas a se imunizarem contra a Covid assim que o Plano Nacional de Imunizações permitir. 

Aos 62 anos, Ricardo recebeu - com alívio - a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca no sábado, 24. 

“Fiquei emocionado. É um período tão difícil e a solução a médio prazo é a vacina. Gostaria que todos se vacinassem para que se possa voltar se não à normalidade completa, a algum grau dela”.

Ricardo saudou a união de forças das duas entidades representativas da advocacia fluminense em prol de uma causa tão urgente.

“Agradeço ao presidente Luciano Bandeira pelo companheirismo com a Caixa. Temos feito muito pelos colegas durante a pandemia. Fico feliz de poder socorrer os colegas, dentro das possibilidades da instituição, num momento delicado como este”.

Conhecido pela simpatia, Ricardo diz se ressentir do afastamento físico das pessoas. 

“Por ter origem italiana, gosto muito de contato físico, mas estou obedecendo à risca as orientações sanitárias”. 

O filho e neto de advogados está em atuação ininterrupta na advocacia trabalhista desde que se graduou, em 1983, pela Universidade Gama Filho. Completou a formação acadêmica com uma pós-graduação em Direito do Trabalho pela universidade Estácio de Sá, em 1996 e já representou a Ordem na Banca Examinadora do Concurso Público para Juiz do Trabalho da 1ª Região. 

Entre outros cargos, foi presidente da OAB/Barra da Tijuca e integrou a Diretoria do Sindicato dos Advogados do Rio e da Associação Carioca dos Advogados Trabalhistas.

Está no primeiro mandato como presidente da Caixa de Assistência, depois de ter desempenhado a função de diretor tesoureiro da Caixa por dois mandatos consecutivos (2007-2012). 

Ricardo conta que se adaptou bem à virtualização dos atos processuais.

“É um movimento que veio para ficar, mas com as devidas ressalvas”.

Há 15 dias, Ricardo perdeu um grande amigo para a Covid e um sem-número de colegas de militância. 

“É muito triste. O dano poderia ter sido menor se interesses políticos não tivessem prevalecido desde o início da pandemia, se os líderes tivessem encarado com mais seriedade a questão e orientado a população para o uso de máscara, álcool em gel”, lamenta.

“Mas sou otimista, vejo dias melhores para a classe. Vão surgir muitas questões na área trabalhista, tributária, relacionadas aos juizados especiais. Haverá um superaquecimento do cenário após a pandemia, tenho muita confiança de que a advocacia vai se reerguer”.