Ségio Cabral afirma que confrontos vão prosseguir

 

 

Do Jornal do Commercio

 

23/10/2007 - O governador Sérgio Cabral reafirmou ontem, durante evento do setor turístico, que a política de segurança pública, com confrontos em favelas, vai prosseguir, pois é parte da estratégia de assegurar ambiente propício à atração de visitantes ao Rio. Em solenidade realizada no Palácio Guanabara, Cabral assinou três protocolos de intenção para programas de capacitação, pesquisa e incentivo ao turismo no Estado.

 

O número de mortos em confrontos com a polícia (autos de resistência) aumentou 19% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com igual período do ano passado; foram 961 mortes este ano, contra 807 de 2006. Em relação a setembro do ano passado, o aumento foi de 21,3%: 91 casos em 2007, contra 75. As análises dos índices são preliminares porque, de julho a setembro, incluem apenas os dados das Delegacias Legais.

 

O combate à desordem urbana foi a tônica do discurso do governador aos empresários e autoridades presentes à solenidade de lançamento de programas para o desenvolvimento do turismo fluminense. Ao se referir à manifestção de motoristas de vans, à porta do Palácio - que protestavam contra a licitação para endurecer as regras de concessão ao transporte alternativo -, Cabral enfatizou o trabalho na área de segurança pública como uma das ações que favorece o setor turístico.

 

Há que se ter intolerância à desordem e não dá para se fazer isso sem que haja confronto, por isso, nada vai impedir esse trabalho do governo. Há uma falsa dicotomia entre direitos humanos e ordem pública. O povo da favela é maravilhoso, capaz de produzir um Cartola e não esses marginais indecentes. É por isso que vamos continuar, rigorosamente, nessa linha. Não se tem democracia sem ordem pública. Ninguém concebe que na sua rua um policial fardado seja recebido a tiros. Quando isso acabar, os confrontos nas favelas também vão acabar, frisou o governador, sob aplausos dos presentes.

 

O governador disse ainda que o questionamento feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre as mortes em confrontos é legítima e que a entidade cumpre seu papel ao promover o debate sobre o assunto. Na avaliação do governador, a ação da polícia serve para livrar as comunidades carentes da rotina de violência praticada pelos traficantes, ao mesmo tempo em que cria um ambiente de mais tranqüilidade para os turistas.

 

O turista quer ter tranqüilidade no destino turístico desejado e a ação policial é muito importante para que ele se sinta seguro para vir para o Rio. Neste sentido, ele (turista) está vendo que o governo está atuando, observou Cabral. O governador disse também que a meta de redução de 15% de homicídios e crimes, proposta nas metas do Plano Plurianual do ano que vem para a Segurança Pública, não significa que o governo vai evitar os confrontos.

 

Incentivo

 

O primeiro dos acordos assinados ontem, voltado à pesquisa, visa fazer estudo da cadeia produtiva do turismo fluminense. Neste sentido, serão avaliados os principais elos do setor nas seis regiões turísticas estratégicas e o comportamento do consumidor. Completa o programa série de pesquisas em rodovias e sobre a intenção de viagem da população carioca.

 

Inclui ainda o inventário da oferta turística, com levantamento, identificação e registro dos atrativos, serviços e equipamentos turísticos, além da infra-estrutura de apoio ao turismo como planejamento e gestão de marketing. Já o terceiro protocolo trata de incentivos à atividade turística.