A OAB é uma das instituições mais confiadas pela sociedade, indicou a pesquisa sobre a imagem do Judiciário brasileiro realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) por encomenda da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Fundação Getúlio Vargas.

Quando apresentados a uma lista de empresas e organizações, os entrevistados atribuíram à Ordem o maior índice de confiabilidade: 66%. As empresas privadas alcançaram 56%, os movimentos sociais, 49%, os sindicatos, 35%, e os partidos políticos, 14%. 

O levantamento, que ouviu também advogados e defensores públicos, foi feito em cidades de diversas regiões do país, entre 2018 e 2019. Os resultados foram divulgados nesta última segunda-feira, 2. 

“Vejo esse índice como um grande reconhecimento da sociedade sobre o papel da advocacia. É também uma grande responsabilidade para a Ordem, que não pode se afastar dos seus princípios e deve seguir firme no papel de defesa dos direitos do cidadão, da Constituição e da democracia”, avaliou o presidente da Ordem, Felipe Santa Cruz. 

O presidente da Seccional, Luciano Bandeira, também festejou o resultado como um indicativo da importância que a advocacia tem para a sociedade brasileira.  

“É um bastião da democracia, de defesa da cidadania. Tenho certeza de que a atuação da Ordem fará com que esse prestígio fique ainda maior. Precisamos enfrentar os problemas que ainda temos na jurisdição, mas isso é um sinal de que estamos indo no caminho certo”. 

O estudo aponta ainda que, entre os poderes da República, o Judiciário tem o maior índice de confiança da população, com 52%. Está à frente do Poder Executivo, que pontua 34%, e do Legislativo, com 19%. Para a sociedade, o Judiciário é o que cumpre melhor o seu papel entre os três poderes, com índice de 33%. 

Mas o que mais desmotiva os entrevistados a procurar a Justiça é a percepção de que ela é lenta e burocrática. Advogados e os demais cidadãos ouvidos pensam que o Direito criminal é o ramo da Justiça com pior desempenho.   

A coordenação do estudo ficou a cargo do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, com subcoordenação da presidente da AMB, Renata Gil.