STF pensou em barrar fotógrafos

 

 

Do Jornal do Brasil

 

24/08/2007 - A cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF) cogitou restringir o acesso de fotógrafos ao plenário. A medida foi cancelada, no entanto, para que não ficasse a impressão de que o tribunal havia retaliado a imprensa em razão da divulgação de mensagens trocadas por ministros por meio da rede de comunicação interna da Corte Suprema.

 

Um comunicado chegou a ser publicado na noite de anteontem no site do Supremo informando que a entrada de fotógrafos no plenário nas próximas sessões fora vetada. Logo de manhã a decisão foi revogada. A assessoria de imprensa do STF divulgou nota durante a tarde de ontem segundo a qual a veiculação da proibição teria sido um equívoco.

 

Segundo a nota, a assessoria de imprensa do STF chegou a pensar em vetar a entrada de fotógrafos no plenário da Casa devido ao incômodo causado aos ministros pelo disparo de flashes. "Enquanto a presidente do STF, ministra Ellen Gracie, tomava conhecimento do assunto, um assessor da coordenadoria de imprensa publicou a nota precipitadamente", esclareceu a secretaria de comunicação social do Supremo.

 

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do STF, a ministra Ellen Gracie decidiu, na noite de segunda-feira, "não autorizar nenhum tipo de restrição ao trabalho dos jornalistas e garantir o livre acesso dos fotógrafos, mantendo a transparência com que se realizam todas as sessões do Supremo Tribunal Federal".

 

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB/RJ), Wadih Damous, a publicação de conversas privadas dos ministros do Supremo pode vir a prejudicar o acesso ao tribunal.