Formulário de busca

19/07/2018 - 18:35

O que você acha da possibilidade de mudança no horário de atendimento do Fórum Central?

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a antecipar seu horário de funcionamento enquanto durar a intervenção federal na segurança pública do estado. A medida atendeu a um pedido feito pela Associação dos Magistrados Brasileiros e pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. De acordo com a decisão,  pode haver mudança no horário desde que não acarrete redução na jornada de trabalho.

Na opinião do tesoureiro da OAB/RJ e presidente da Comissão de Prerrogativas, Luciano Bandeira, melhor seria, simplesmente,  se as audiências começassem no horário marcado, sem os costumeiros atrasos. “Fechar os fóruns mais cedo não vai resolver”, diz  Luciano.

A TRIBUNA foi à Casa das Prerrogativas Celso Fontenelle e ouviu os colegas:


“Concordo com a mudança, o Rio de Janeiro está inviável. Outro dia fui assaltado na rua de uma delegacia. A medida [autorizada por Fux] é corretíssima. Por mim, a Justiça poderia funcionar no horário bancário, começando o atendimento às 9h e encerrando às 16h30”.
Paulo Moreira da Costa Neto, advogado

“Se vai fechar mais cedo, que abra mais cedo. Nada contra a mudança de horário, principalmente no inverno, quando escurece e os arredores do Fórum ficam muito perigosos. Considerando a obrigação de abrir mais cedo, tudo bem, não perdemos horário de trabalho”.
José Luiz de Sousa Santos, advogado
 
 
“O horário atual é o ideal, não concordo com a mudança. Afetaria a rotina, hoje podemos trabalhar com calma, se abrir mais cedo ficará um corre-corre. A violência no Rio deve ser combatida, não é fechando o Fórum que vamos resolver essa questão. Ao contrário, o Fórum deveria funcionar até mais tarde para ajudar a combater esse problema”.
Ottilia Regina Pires da Silva, advogada
 
 
“[A violência] É triste, mas é o que acontece. Acho que a mudança não faria muita diferença, atualmente já não dá mais para ficar andando pelo Centro. Não sei quanto a outras localidades, mas aqui tem sido assim. No meu caso, a alteração do horário não afetaria a rotina de trabalho, principalmente por causa do processo eletrônico”.
Raissa Monteiro Barbosa, advogada
 
 
“Em primeiro lugar acho lamentável, por causa da violência, termos que nos submeter a isso. Mas de certa forma acho compreensível, o Centro do Rio tem ficado deserto conforme vai anoitecendo. E com o processo eletrônico hoje em dia, não sei se vai fazer muita diferença. É a realidade, mas o que eu diria mesmo é que se trata de uma medida compreensível, essa é a palavra mais adequada”.
Vinícius Ricardo de Souza Bento, advogado

 
 
“Acho que não fará a menor diferença. Depois do ‘mero aborrecimento’, o Fórum está vazio. Não tem audiência, não tem movimento, os advogados não estão trabalhando, tanto de autores quanto de réus. O que você vai fazer no Fórum hoje? Poucos advogados militam na capital hoje, muitos vão para a Baixada Fluminense, a Zona Oeste. É só andar no Fórum e ver o quanto está vazio”.
Thássia de Hollanda, advogada
 
“Concordo em parte com a medida, mas destaco a situação dos horários das audiências. Estas começam muito atrasadas, os prazos não são respeitados. Agora mesmo saí de uma que atrasou em mais de 30 minutos. A primeira coisa seria o cumprimento dos horários por parte da Justiça. A partir daí, resolvendo isso, eu poderia concordar com o ministro Fux. Mas as audiências começarem no horário é um problema anterior”.
André Luis Ayres, advogado