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03/08/2018 - 21:04

Uma justa homenagem ao mestre Paulo Saboya

Nenhum nome era mais adequado para batizar a Casa do Advogado, criada ao lado do TRT, do que o de Paulo Saboya, o fundador do Movimento pela Ética da Advocacia, que deu origem à chapa que dirige a OAB/RJ há dois mandatos. Exemplo de advogado e de ética no exercício da profissão, Saboya foi o inspirador de muitas das mudanças implementadas na Seccional.

Mas o novo espaço é, também, uma demonstração da capacidade dos advogados e da OAB/RJ para criar condições dignas de trabalho, mesmo quando alguns tribunais demonstram clara má vontade em relação à nossa atuação.

Com amplas instalações, uma central digital com 19 computadores com acesso à internet sem fio e um funcionário especializado em peticionamento eletrônico de plantão preparado para tirar dúvidas sobre o processo digital, na Casa do Advogado também funciona um posto fixo de certificação. Não é exagero dizer-se que essa série de equipamentos à disposição dos advogados a tornam quase uma mini-OAB.
Sua criação, fruto de uma parceria entre a Seccional e a Caarj, é mais uma demonstração de como a anuidade paga pelos advogados retorna a eles sob a forma de serviços.

À Casa do Advogado se soma o projeto OAB Século 21, que já reformou e aparelhou centenas de espaços oferecidos em todo o estado, e uma enorme gama de serviços criados pela OAB/RJ e pela Caarj para atender aos advogados.
 
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A OAB/RJ vai empreender, a partir do fim deste mês, uma campanha pelo tombamento e a transformação em Centros da Memória dos principais locais de tortura nos sombrios tempos da ditadura militar em nosso estado. São eles: o prédio do DOI-Codi, que funcionou no quartel da Polícia do Exército na Rua Barão de Mesquita, Tijuca; o prédio do Dops, na Rua da Relação, Lapa; e a sinistra Casa da Morte, em Petrópolis.
 
A transformação desses locais em centros de memória — tal como aconteceu com campos de concentração nazistas na Europa, com locais de tortura na Argentina e no Chile e com o antigo Dops em São Paulo — vai colaborar para que o país não esqueça o que aconteceu naqueles tempos sombrios, o que seguramente ajudará a que eles não se repitam jamais.

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A direção do Conselho Federal da OAB deveria ler com atenção a matéria publicada na página 7. O texto apresenta os resultados da pesquisa Ibope informando que 84% dos advogados do país querem eleger de forma direta seu presidente e sua diretoria.

Não é razoável que uma entidade que esteve à frente da campanha por eleições diretas para presidente e de todos os movimentos democráticos havidos no Brasil nas últimas décadas impeça os 700 mil advogados de eleger os dirigentes.

Diretas-Já na OAB também.