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12/06/2018 - 15:54

Desafios da mediação para os advogados

“Hoje se espera do advogado que ele tenha mais recursos para resolver conflitos do que para ajudar processos. O advogado é um resolvedor de conflitos, não é um ajuizador de processos”. A frase de Olivia Fürst, vencedora do Prêmio Innovare, deu a tônica do evento Os advogados e os desafios da mediação, organizado pela Comissão de Mediação de Conflitos da OAB/RJ com apoio do Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos, dia 16 de maio.

Ao lado das integrantes da CMC Monica Salles e Liana Valdetaro, a presidente da comissão, Samantha Pelajo, abriu os trabalhos enumerando as iniciativas recentes relacionadas ao tema: o projeto MediAção, série de vídeos veiculada no canal da Comissão de Mediação de Conflitos OAB/RJ no YouTube; a jornada nacional de mediação organizada pelo Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem a partir de setembro, entre outras.

A mediação ganhou destaque com a edição da Lei 13.140, de 26 de junho de 2015, que disciplina o instituto da mediação no Direito brasileiro, sob o ponto de vista dos advogados.

O professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Católica de Petrópolis Klever Filpo palestrou sobre as peculiaridades do assunto sob o ponto de vista dos advogados. Filpo é autor de uma alentada pesquisa etnográfica sobre a implantação da mediação no Tribunal de Justiça, publicada em livro. “A ideia de que se tentar a via da mediação é perda de tempo apareceu muito nas falas de advogados e juízes. Magistrados estão sob grande pressão para bater metas, o Judiciário é sobrecarregado e sem estrutura. Preferem montar a sentença sem nem conversar com as partes. Ouvi que o Judiciário estaria desenvolvendo alergia aos advogados e às partes”, afirmou.