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12/06/2018 - 15:55

Resultados de pesquisa sobre relações governamentais

A Comissão de Anticorrupção, Compliance e Controle Social dos Gastos Públicos abriu as portas da Ordem, no dia 15 de maio, para que representantes do Instituto de Relações Governamentais (IrelGov) mostrassem os resultados da segunda fase de uma alentada pesquisa sobre reputação do profissional de relações governamentais, realizada com executivos do setor.

O evento foi aberto por Gabriel Di Blasi, membro da comissão e conselheiro do IrelGov. A diretora de eventos e captação do órgão, Leila Kapetanovic Rodrigues, foi responsável pela exposição dos dados. Seguiu-se, então, um debate com três profissionais da área de relações governamentais: a gerente de relações governamentais da Exxon Mobile, Valéria Rossi, a coordenadora de desenvolvimento institucional do Instituto Igarapé, Mariana Rondon, e o diretor de relações governamentais da Coca Cola, Victor Bicca Neto. Os desafios à reputação do profissional de relações governamentais em um ambiente politicamente atribulado: a transparência e a consistência da mensagem como ferramentas de trabalho foi o tema.

A pesquisa mostrou, entre outros pontos, que os participantes valorizam um código de conduta transparente na prática das relações governamentais e acham que a profissão deve ser regulamentada. “Oitenta por cento afirmaram que é legítimo atuar em favor dos interesses de uma organização em detrimento de interesses de outros grupos sociais, mas a ética foi apontada como limite principal para a atuação”, afirmou Rodrigues.
Em tramitação há mais de dez anos na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que regulamenta o lobby no Brasil deve ser votado em breve no plenário.

Para o presidente da comissão da Seccional, Yuri Sahione, “uma pesquisa que tem por finalidade qual a perceptividade que a sociedade tem do profissional de relações governamentais é relevante no momento em que a atividade está para ser regulamentada.”