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12/04/2018 - 16:17

Comunicação não violenta em Justiça restaurativa

Para conduzir o evento Comunicação não violenta em Justiça restaurativa, dia 13 de março, os palestrantes Célia Passos, presidente da Comissão de Justiça restaurativa da OAB/RJ; Christiane de Queiroz, do Centro de Mediação, Métodos Autocompositivos e Sistema Restaurativo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Cemear), e Sérgio Harari, coordenador da Comissão de Mediação de Conflitos da OAB/RJ, propuseram uma mudança de roteiro.

Em vez de palestrar diante de uma plateia sentada passivamente num auditório, o trio conduziu uma vibrante dinâmica de grupo em sala de aula. Os participantes estavam dispostos em círculo e, no chão, havia grandes cartas de baralho com dizeres como: “autonomia”, “segurança”, “justiça“, “triste”, “ouvir e ser ouvido” e “confiança”.  O grupo, formado em grande parte por profissionais dedicados à mediação judicial e por estudantes, usando crachá de identificação, contou uma curiosidade sobre a vida pessoal de cada um e foi instado a refletir sobre os fundamentos da comunicação não violenta e sua aplicação prática no Direito por meio de exercícios lúdicos. Queiroz usou também fantoches de animais para ilustrar as teses do psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, grande referência no tema.

“Os eventos da Comissão de Justiça Restaurativa são muito vivenciais”, explicou Passos. “Um auditório formal não permitiria uma interação, não abriria oportunidades de vivência. A disposição em círculo garante que todos tenham oportunidade de se colocar. Não há observador, todos são parte ativa, têm interdependência”.
 
A presidente da Comissão de Mediação de Conflitos da OAB/RJ, Samantha Pelajo, saudou a iniciativa.