A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OABRJ realizou dois eventos ao longo da sexta-feira, dia 29, tendo como foco principal a inclusão das pessoas com deficiência. Pela manhã, a comissão convidou a Apae/Rio para uma série de oficinas na sede da OABRJ, entre elas artesanato, capoeira e percussão, cozinha experimental, teatro e fotografia. Já à tarde, o debate firou em torno de como as novas tecnologias podem auxiliar na inclusão da pessoa com deficiência.

Na abertura do encontro, a vice-presidente da Seccional, Ana Tereza Basílio, destacou que o evento acontece dias depois da aprovação do Plano Estadual de Valorização de Advogada e do Advogado com Deficiência. "Uma das prioridades que temos nessa gestão é investir, ajudar e auxiliar o advogado com deficiência. Temos muito o que melhorar, inclusive na própria OAB, sobre esse tema e pretendemos nos dedicar para obter facilidades para os advogados com deficiência", disse, citando instrumentos que esão sendo adquiridos pela Ordem para aperfeiçoar a acessibilidade nos escritórios compartilhados como um dos primeiros resultados do plano. 

Em seguida, o presidente da CDPD, Caio Sousa, reforçou que é fundamental que a OAB, como uma casa de direitos, empodere os advogados com deficiência. "A ideia da aprovação do plano é essa: que a gente possa acessibilizar a casa para que ela seja efetivamente inclusiva para os colegas com deficiência", adiantou. Segundo ele, a aprovação do plano é apenas um dos pontos que vem sendo trabalhados pela comissão para que as pessoas com deficiência tenham sua participação plena e efetiva garantida na sociedade. "E o plano é fundamental para que o advogado com deficiência esteja representado bem por essa casa. Por isso é fundamental trocar ideias sobre novas tecnologias", disse. 

Especialista em intervenção ABA (Applied Behavior Analysis, na tradução Análise do Comportamento Aplicada) para autismo e deficiência intelectual, novas tecnologias da educação e ciências da educação, Claúdio Joaquim foi o primeiro palestrante do encontro e falou um pouco sobre tecnologia assistiva, mostrando alguns materiais possíveis de se trabalhar em salas de aula com pessoas com deficiência.

"A função da tecnologia assistiva é dar qualidade de vida e autonomia às pessoas com deficiência. Muitas vagas no mercado de trabalho não são preeenchidas por pessoas com deficiência por conta da falta de preparo dos empregadores em utilizar a tecnologia", disse, defedendo que a tecnologia assistiva auxilia na questão da acessibilidade.